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É possível amar a própria mãe e reconhecer o que doeu nessa relação?
Na nossa cultura, existe uma dificuldade particular em reconhecer que a relação com a própria mãe também pode ter deixado feridas. Para muitas mulheres, admitir que algo doeu parece uma forma de ingratidão, como se falar das ausências significasse desconsiderar os sacrifícios, os cuidados e tudo aquilo que essa mãe fez ao longo da vida. Crescemos ouvindo que mãe é quem ama incondicionalmente, que faz tudo pelos filhos e que merece reconhecimento por suas renúncias. Há verdade
Raquel Pedrosa de Almeida
há 4 dias3 min de leitura


Mãe demais para não me preocupar com o meu voto e o futuro da minha filha
Quando penso no meu voto, não consigo separá-lo da mulher que sou, da psicóloga que trabalha com o sofrimento humano e, sobretudo, da mãe que deseja que sua filha cresça em uma sociedade menos desigual. Sim, ser mãe me fez mais feminista e mudou a maneira como penso sobre o futuro. Não apenas sobre o futuro da minha filha, mas sobre o país em que ela vai crescer, as oportunidades que terá, os direitos que precisará defender e as pessoas que encontrará pelo caminho. Destaco aq
Raquel Pedrosa de Almeida
14 de out.3 min de leitura


Quanto tempo uma mãe precisa para voltar a ser quem era?
Atire a primeira pedra a mulher que nunca passou por um puerpério se perguntando quando voltaria ao normal. Em meio ao cansaço e à adaptação, a ansiedade de retomar a rotina se mistura ao medo pelo mesmo motivo. A ambivalência dos sentimentos, em um momento que supostamente deveria ser exclusivamente de alegria, pode nos deixar um pouco confusas. Não é? O puerpério costuma ser compreendido, principalmente, a partir das transformações físicas e hormonais que acontecem depois d
Raquel Pedrosa de Almeida
7 de out.3 min de leitura


Até depois de morta, uma mulher precisa se explicar?
Isabelle Caracristi tinha 22 anos quando morreu em Fortaleza. Era estudante de Direito, tinha uma família, amigos, planos e uma vida que, como acontece com qualquer pessoa, era muito maior do que aquilo que hoje cabe nas manchetes. Como todos, tenho acompanhado as notícias sobre a morte dela e uma coisa, particularmente, tem me incomodado bastante. Em meio às dúvidas sobre o que aconteceu, sobre as circunstâncias da sua morte e sobre as relações que atravessavam sua vida, par
Raquel Pedrosa de Almeida
30 de set.3 min de leitura


A maternidade é a coisa mais difícil que eu já amei
Uma das maiores dificuldades de falar sobre a maternidade é encontrar espaço para duas verdades que parecem ser incompatíveis: a possibilidade de amar profundamente um filho e, ainda assim, achar a maternidade muito difícil. O fato é que uma coisa não anula a outra. Existe uma expectativa de que o amor materno deveria tornar tudo mais fácil. Como se amar fosse suficiente para dar conta das noites interrompidas, das mudanças no corpo, da falta de tempo e da sensação de que, de
Raquel Pedrosa de Almeida
17 de set.2 min de leitura


Uma vilã, muitas vezes, é apenas uma mulher que aprendeu a dizer não
Existe uma expectativa bastante antiga em torno do comportamento feminino. Espera-se que sejamos agradáveis. Não necessariamente felizes ou satisfeitas, mas simplesmente agradáveis. Precisamos acolher, compreender, ceder, conciliar e estar disponíveis o tempo inteiro. E, quando uma mulher começa a estabelecer limites, é comum que sua mudança seja percebida menos como um exercício de autonomia e mais como um problema. Isso acontece nos diversos cenários em que transitamos, de
Raquel Pedrosa de Almeida
8 de set.2 min de leitura


O pior inimigo de uma mãe é outra mãe (e a melhor amiga também)
Uma das coisas que eu considero mais perversas da maternidade contemporânea é a lógica social de performance materna e dos efeitos disso nas mulheres. Enquanto somos cobradas por uma lista interminável de expectativas, também aprendemos a olhar umas para as outras como se estivéssemos diante de uma banca examinadora. Quem amamentou. Quem trabalhou até o último dia antes do parto. Quem fez introdução alimentar seguindo todas as recomendações. Quem oferece açúcar. Quem dorme co
Raquel Pedrosa de Almeida
1 de set.2 min de leitura


Por que as mulheres adoecem tanto?
Essa é uma pergunta que vem insistentemente à minha cabeça. E eu não estou falando apenas do lugar de uma psicóloga que atende mulheres todos os dias. Estou falando também de números. O Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, encontrou diagnóstico médico de depressão em 19,7% das mulheres adultas entrevistadas nas capitais brasileiras e no Distrito Federal. Entre os homens, o percentual foi de 8,3%. Em 2020, esses números eram de 14,8% e 6,0%, respectivamente. Ou seja, não apen
Raquel Pedrosa de Almeida
25 de ago.3 min de leitura


Mulheres e bets: quando a aposta vira promessa de renda e afeta a saúde mental.
Durante muito tempo, as apostas foram associadas como um problema predominantemente masculino. Afinal, é o homem que costuma acompanhar futebol e é reconhecido por arriscar mais. Mas os números mais recentes mostram que essa leitura já não dá conta do que está acontecendo. A pesquisa nacional “Mulheres e Bets: o custo das apostas online para as brasileiras e suas famílias”, divulgada em agosto de 2026 pelo estúdio Clarice, em parceria com a Estratégia Latina e o Instituto de
Raquel Pedrosa de Almeida
25 de ago.3 min de leitura
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